Eu vi: X-Men – Dias de um Futuro Esquecido

Depois de quatro filmes, mais dois spin-offs do Wolverine, pensei que a franquia dos X-Men não conseguiria juntar sua trilogia antiga com o elenco renovado que nos foi apresentado em Primeira Classe. Bryan Singer, que iniciou a saga dos mutantes no cinema, assumiu o posto para esta difícil tarefa, além de também ter a missão de fazer um reboot mais contido e com isso propiciar novos atores e o retorno de personagens que já tinham morrido nas histórias passadas. Eu não levava muita fé, tinha medo de que a trama com viagens no tempo ficasse uma salada louca. Felizmente, X-Men – Dias de um Futuro Esquecido é o melhor filme da franquia até hoje e cumpre muito bem seu papel de sacramentar a renovação tão necessitada pelo estúdio Fox.

A trama foca o futuro opressor que os mutantes e os humanos enfrentam por conta das Sentinelas. Sem chances de lutar contra esses robôs avançados, os X-Men partem para uma medida desesperada. Enviar a consciência de Wolverine (sempre ele) de volta ao passado e impedir que Mística (Jennifer Lawrence) mate o empresário Bolivar Trask (Peter Dinklage, sensacional!), fato que acabaria iniciando todo o processo da criação dessas máquinas destruidoras.

O mais legal nesse filme é ver como a história consegue homenagear o que havia de melhor na trilogia antiga dos X-Men (rever Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry e os outros atores que participaram dos três primeiros filmes é empolgante e nostálgico). Além disso, o roteiro propicia a oportunidade de renovar a franquia, daqui para frente tudo pode acontecer e as histórias que se passaram foram, por assim dizer, apagadas. Dessa forma, a liberdade de inovação para os próximos projetos fica mais alta.

Para um cast imenso, as atuações são bem sólidas. Cada personagem tem seu momento de brilhar e até mesmo as novas adições mutantes, como Blink, Apache e Bishop têm cenas de destaque. Michael Fassbender e James McAvoy reafirmam aqui todo o potencial de carregarem os mantos de Magneto e Professor Xavier. Ótimos atores. Os efeitos especiais não são impressionantes, mas cumprem bem seu papel. Tenho que destacar a cena de Mercúrio no Pentágono. É sem dúvida o momento mais inventivo e divertido do filme. Já fiquei com vontade de ver mais do corredor nos futuros filmes. E a Fox mandou um recado para os Vingadores da Marvel, que também usará o personagem no filme da equipe de heróis. Game on, faça melhor.

X-Men – Dias de um Futuro Esquecido é um baita filme. Respeita o legado dos X-Men no cinema e cria um novo caminho para os mutantes. A cena após os créditos já dá dicas de qual será a trama da próxima saga e não há dúvidas de que o futuro é promissor.

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2 comentários sobre “Eu vi: X-Men – Dias de um Futuro Esquecido

  1. Comentários:
    1) PQP, fiquei 5 minutos lá e não vi cenas pós créditos #xateada
    2) Também achei o melhor filme de todos, difícil de bater
    3) Fiquei com duas “dúvidas”: a) Será que o Wolverine foi transformado?, porque ele não mostra as garras dele depois que ele acorda, então não sei. b) O que aconteceu com o Magneto?

    Adorei o post, Roberta.

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