Eu vi: O Espetacular Homem-Aranha 2

O Homem-Aranha é um dos meus heróis favoritos do universo Marvel. Quando adolescente, colecionei tudo o que podia dele. Mesmo já não acompanhando as hqs com regularidade (desde o fatídico One More Day), ainda guardo um grande carinho pelo personagem. Considero os dois primeiros filmes da antiga trilogia os melhores e vi esse reboot inventado pela Sony com maus olhos. Mas, como fã, fui assistir aos filmes sem preconceitos. Queria que Marc Webb me surpreendesse de maneira positiva. Infelizmente, não foi isso que aconteceu com O Espetacular Homem-Aranha. Detestei o primeiro reboot, roteiro fraquíssimo e cheio de furos. Então, quando anunciaram a inevitável continuação, minhas expectativas estavam baixíssimas. Semana passada fui ao cinema e posso dizer que a segunda tentativa de Webb foi melhor que a primeira. No entanto, isso não quer dizer que O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro seja um bom filme.

O segundo filme tem efeitos especiais impecáveis, cenas de ação de tirar o fôlego, mas isso não é o suficiente. O roteiro fraco e cheio de furos me irritou tanto que já não me importava com as personagens. Gwen Stacy (Emma Stone) é a estagiária mais safa da Oscorp, é impressionante o quanto ela consegue fazer e saber ali dentro. Sério, alguém deveria contratar uma nova empresa de segurança para aquele lugar.

Bom, a história central gira em torno de Peter (Andrew Garfield) tentando descobrir mais sobre a morte dos pais. Nesse meio tempo, Harry Osborn (Dane DeHaan), convenientemente amigo de infância de Parker, retorna para assumir o lugar do pai na Oscorp. E é nesta empresa que emprega quase 90% dos personagens do filme que trabalha Max Dillon (Jamie Foxx), que sofre um acidente e acaba se transformando em Electro.

Um dos pontos positivos foi o visual do Electro, achei uma ótima sacada não utilizaram o uniforme verde e amarelo dos quadrinhos, que convenhamos ia ficar bem ridículo na tela grande. No entanto, achei as motivações do vilão bem forçadas e em certos momentos seus poderes extrapolaram o limite. Por exemplo, como ele pode virar eletricidade e depois se materializar com as roupas? Furos assim foram frequentes.

Os momentos finais do filme são os melhores. Um com uma das cenas mais icônicas dos quadrinhos e outro com um garotinho que enfrenta um perigo e acaba inspirando o Homem-Aranha a voltar. Uma pena que para chegar até lá, vários minutos sofríveis tenham se passado. Já ouvi boatos de que o vilão Kraven é cogitado para a terceira tentativa de Marc Webb, será que posso ter esperanças?

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