Eu vi: Godzilla

Depois da desastrosa adaptação de 98, eis que Hollywood tenta novamente trazer o lagartão japonês para as telonas do ocidente. Bom, dessa vez o filme dirigido por Gareth Edwards até que não faz tão feio. No entanto, está longe de ser aquela baita aventura que eu esperava.

A história é um amontoado de clichês do gênero. Se você já viu algum blockbuster/filme catástrofe, vai reconhecer as figuras carimbadas. Isso não seria ruim se ao menos os protagonistas fossem carismáticos. Infelizmente, o limitado Aaron Taylor-Johnson foi escolhido para levar o filme nas costas, deixando que atores muito mais talentosos, como Bryan Cranston, Juliette Binoche e Ken Watanabe, com pouquíssimo tempo de tela, o que chega a ser frustrante. O personagem de Taylor-Johnson, chamado de Ford Brody, é aquele típico militar americano unidimensional e de tão chato nunca consegue causar empatia com o público. É muito difícil se importar se ele vive ou morre no meio das brigas dos M.U.T.O.S com nosso querido Gojira.

Bom, se o lado humano da história não é lá essas coisas, pelo menos a parte gigantesca tinha que roubar a cena, não? Mais uma decepção. Os efeitos especiais e design de criaturas até que são legais (tenho que admitir que o Godzilla ficou lindão e a parte do bafo atômico é bem empolgante), mas não temos muita coisa para ver pelo menos até os trinta minutos finais de filme. A destruição das cidades por onde os M.U.T.O.S e Godzilla passam é simplesmente deixada em segundo plano. Até agora não entendo por que o diretor e os roteiristas resolveram esquecer da ação num filme sobre MONSTROS GIGANTES. A impressão que eu tive era de que os noticiários dentro do filme estavam muito mais interessantes que seguir a história do tal Ford Brody e de sua família.

No final, essa tentativa de 2014 consegue ser superior ao terrível filme de Roland Emmerich. Diverte e tem momentos muito bacanas. Mas, para mim, faltou o mais importante. O lagartão. Godzilla seria um filme ótimo se fosse mais como seus 20 minutos finais, onde Gareth Edwars mostrou o motivo de ter sido escolhido como diretor. Cenas bem enquadradas, sem movimentos de câmeras desnecessários. Vimos a luta dos monstros em toda sua glória. Pena que ela foi curta demais. O Rei dos Monstros não pode ser tratado como um coadjuvante de luxo em seu próprio filme.

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Podcast WebCaverna #01 – Power Rangers

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E nessa semana saiu o primeiro programa do podcast WebCaverna. Participei mais uma vez! O bate-papo foi sobre Power Rangers. Ficou divertido demais. Vejam a sinopse:

“Os participantes do Web Caverna sentam em volta da fogueira acompanhados de seus animais de estimação para falar de Power Rangers!! Acompanhe Roger com seu Tiranossauro, Jr com seu Triceratops, Luan voando em seu Pterodáctilo e Roberta e Thiago compartilhando as rédeas de um dragão numa discussão sobre MegaZords, bonecos de cera, cidades de isopor e todas as tosquices do super sentai mais famoso das américas”

Vocês podem ouvir o programa aqui embaixo ou clicando no link. E não esqueçam de deixar comentários. Feedbacks são super bem-vindos! =D

 

http://webcaverna.podomatic.com/entry/2014-05-19T04_22_12-07_00

Relembrando: Ragnarok Online

Oi pessoal! Estou iniciando uma coluna nova aqui no blog. “Relembrando” terá como foco a nostalgia, então esperem posts sobre os anos 80, desenhos velhos, jogos que marcaram minha infância e muito mais. Pensei bastante sobre o que falar nessa estreia por assim dizer. Acabei lembrando de uma época bem legal em que eu conheci um joguinho despretensioso chamado Ragnarok. Pronto, foi o gatilho para escolher o meu tema. Preparados para começar? Vamos lá!

Ragnarok Online foi um dos primeiros MMORPGs que chegaram no Brasil. Na época, logo me interessei com a possibilidade de interagir com outras pessoas do país inteiro (eu ainda não conhecia o HUE brasileiro, acho que ele estava em gestação ali eheheh). Bem, comecei a jogar junto com meu namorado (que agora é marido, faz tempo hein!) e minha irmã. Mal podia saber que seria o início do vício.

O principal problema desses jogos online, principalmente MMORPGs, é que eles demandam uma quantidade enorme do seu tempo (e da sua alma). São tão legais que quando você vê, já está imerso naquele ambiente, querendo “upar” ou achar um item legal que esquece do mundo lá fora. Bem, acho que todos acabam tendo essa fase. A minha foi com Ragnarok.

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O jogo tem uma arte que mistura sprites 2D com cenários em 3D. Bem simples, pode rodar em máquinas mais fraquinhas, sem tanto poder de processamento. O jogador escolhe sua classe e habilidades, ganhando experiência matando monstros. É um MMO coreano, então há muito grinding (tarefas repetitivas, como enfrentar o mesmo inimigo várias vezes) e poucas quests. O sistema é bem hardcore e para chegar ao nível máximo (que na época era 99, antes das transclasses) uma verdadeira batalha de paciência e perseverança precisava ser travada.

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Pode parecer um sistema difícil (e de fato é), mas ao encontrar um item raro ou subir de nível, eu sempre sentia uma alegria de ter meu esforço recompensado. Mas não foi esse o principal fator de me prender ao game. Posso nomear o culpado como Guerra do Emperium. O servidor tinha datas em que clãs formados por jogadores se enfrentavam para conquistar castelos. Gente, essa era a melhor parte de Ragnarok. Você “upava”, enfrentava milhões de bichos chatos (malditos Sapos Thara), para ficar forte e detonar na WOE (War of Emperium). A diversão ali era enorme. Estratégias para dominar ou defender os castelos, a briga com outros players, a emoção. Acho que esse é o elemento mais fantástico de Ragnarok e também de outros MMORPGs, a interação de pessoas que nunca se viram visando um mesmo objetivo.

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Acho que passei ao todo 3 anos jogando Ragnarok direto, com meu saudoso clã After Dark (Campeões de Prontera ahahah). Fiz amizades naquele jogo, conheci pessoas legais e me divertir pra caramba. Mas, tudo que é bom acaba, e meu tempo apertou. A vida real chamava e era hora de parar. De vez em quando, a saudade bate forte e já volto para servidores High Rates só para uma diversão rápida. É um jogo que vou lembrar para sempre, o MMO que me prendeu. Qual foi o seu?

Novidades sobre a XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro

Oi pessoal! Hoje tenho novidades para vocês! =)

A Feira Pan-Amazônica do Livro está cada vez mais perto. E recebi um convite muito legal que agora posso compartilhar com vocês. Vou participar da mesa redonda “Perspectivas da leitura no Brasil” junto com a Larissa Passinho. Conto com a presença de vocês, leitores de Belém, por lá. A mesa redonda acontecerá no dia 06/06, às 17:30, na sala 04 do Hangar. Vai ser muito bacana. Quero vê-los por lá.

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Informações:

Data da Mesa Redonda: 06/06

Local: Sala 04 do Hangar

Horário: 17:30

Tema: Perspectivas da leitura no Brasil

Eu vi: O Espetacular Homem-Aranha 2

O Homem-Aranha é um dos meus heróis favoritos do universo Marvel. Quando adolescente, colecionei tudo o que podia dele. Mesmo já não acompanhando as hqs com regularidade (desde o fatídico One More Day), ainda guardo um grande carinho pelo personagem. Considero os dois primeiros filmes da antiga trilogia os melhores e vi esse reboot inventado pela Sony com maus olhos. Mas, como fã, fui assistir aos filmes sem preconceitos. Queria que Marc Webb me surpreendesse de maneira positiva. Infelizmente, não foi isso que aconteceu com O Espetacular Homem-Aranha. Detestei o primeiro reboot, roteiro fraquíssimo e cheio de furos. Então, quando anunciaram a inevitável continuação, minhas expectativas estavam baixíssimas. Semana passada fui ao cinema e posso dizer que a segunda tentativa de Webb foi melhor que a primeira. No entanto, isso não quer dizer que O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro seja um bom filme.

O segundo filme tem efeitos especiais impecáveis, cenas de ação de tirar o fôlego, mas isso não é o suficiente. O roteiro fraco e cheio de furos me irritou tanto que já não me importava com as personagens. Gwen Stacy (Emma Stone) é a estagiária mais safa da Oscorp, é impressionante o quanto ela consegue fazer e saber ali dentro. Sério, alguém deveria contratar uma nova empresa de segurança para aquele lugar.

Bom, a história central gira em torno de Peter (Andrew Garfield) tentando descobrir mais sobre a morte dos pais. Nesse meio tempo, Harry Osborn (Dane DeHaan), convenientemente amigo de infância de Parker, retorna para assumir o lugar do pai na Oscorp. E é nesta empresa que emprega quase 90% dos personagens do filme que trabalha Max Dillon (Jamie Foxx), que sofre um acidente e acaba se transformando em Electro.

Um dos pontos positivos foi o visual do Electro, achei uma ótima sacada não utilizaram o uniforme verde e amarelo dos quadrinhos, que convenhamos ia ficar bem ridículo na tela grande. No entanto, achei as motivações do vilão bem forçadas e em certos momentos seus poderes extrapolaram o limite. Por exemplo, como ele pode virar eletricidade e depois se materializar com as roupas? Furos assim foram frequentes.

Os momentos finais do filme são os melhores. Um com uma das cenas mais icônicas dos quadrinhos e outro com um garotinho que enfrenta um perigo e acaba inspirando o Homem-Aranha a voltar. Uma pena que para chegar até lá, vários minutos sofríveis tenham se passado. Já ouvi boatos de que o vilão Kraven é cogitado para a terceira tentativa de Marc Webb, será que posso ter esperanças?

Podcast WebCaverna #00 – O Espetacular Homem-Aranha 2

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Fala galera! Como estão hoje?

Tenho uma novidade legal que alguns de vocês já devem saber. Fui convidada para participar de um podcast muito bacana que está começando agora, chamado WebCaverna. O programa piloto já está no ar e tem como tema o Homem-Aranha. Eu, o Júnior e o Roger Anselmo falamos sobre o nosso primeiro contato com esse herói, a primeira trilogia e também das expectativas para o novo filme. Não deixem de conferir, pois o bate-papo ficou muito legal. O áudio ainda não está 100%, mas isso vamos melhorando já no próximo episódio.

Ouçam  no player abaixo ou pelo link. E não esqueçam de deixar suas opiniões por lá ou aqui nos comentários. =)

 

http://webcaverna.podomatic.com/entry/2014-05-02T12_04_24-07_00

Eu vi: Capitão Améria 2

Confesso que minhas expectativas para esse filme não estavam muito altas. Depois de ver Thor 2 e Homem de Ferro 3, os quais achei fraquíssimos, pensei que a Marvel só iria optar por filmes focados em piadas em sequência e um roteiro embolado. Que bom que me enganei. Capitão América 2 – O Soldado Invernal é sem dúvidas o melhor filme feito pelo estúdio, melhor até que Os Vingadores, em minha singela opinião.

A trama se foca muito mais na conspiração dentro da SHIELD do que nas aventuras heroicas de Steve Rogers e isso foi um grande acerto dos roteiristas. O filme é um thriller de ação com boas reviravoltas (mesmo que previsíveis para quem conhece um pouco das histórias em quadrinhos) e personagens bem trabalhados. Pela primeira vez, Scarlett Johansson teve a chance de dar uma profundidade a sua Viúva Negra. Isso me fez querer ainda mais um filme solo da espiã. Anthony Mackie como Falcon foi uma ótima adição ao elenco e Sebastian Stan rouba a cena como o Soldado Invernal. As cenas de ação protagonizadas por este último e Chris Evans, principalmente aquela luta com a faca, foram muito bem executadas.

Os efeitos especiais e a trilha sonora não se destacam, mas também não comprometem a película. Estão naquele padrão Marvel genérico,suficientemente bons para agradar os espectadores. Agora o uniforme do Capitão merece elogios, melhorou muito em comparação com aquele apresentado em Os Vingadores. Também elogio o traje do Soldado Invernal, aquele braço mecânico ficou fantástico.

No fim, Capitão América 2 cumpre bem seu papel na fase 2 da Marvel no cinema. Finalmente, fugindo daquele rótulo de diversão estilo sessão da tarde. Se os filmes da fase 3 do estúdio seguirem a mesma linha deste solo com Steve Rogers, mal posso esperar para assisti-los!