Melhores leituras de 2013

Este ano li muitos livros legais, alguns que já se transformaram em favoritos. Conheci novos autores e me apaixonei por seus escritos. Resolvi fazer uma breve lista com as obras que mais chamaram a minha atenção. Lembrando que não há uma ordem ou posição, cada uma tem seu próprio mérito. Vamos lá? 😉

Kafka à Beira-mar

Conheci Haruki Murakami com 1Q84 e a partir daí tracei como objetivo ler tudo o que este homem escreveu. Para falar a verdade, qualquer obra dele poderia entrar nesta lista. No entanto, resolvi escolher apenas uma. Kafka à Beira-mar. Esse livro é sensacional e, apesar de abordar alguns temas que se repetem em 1Q84, tem uma evolução única e bem imprevisível. Personagens carismáticos que vão ficar na minha memória por um bom tempo, como o simpático velhinho Nakata.

A História Sem Fim

Terminei de ler o livro nessa semana de natal e ele já entrou para a lista com todas as honras. Uma prova de amor aos livros e à imaginação. É uma obra que toda a criança deveria ler, que todo o mundo deveria conhecer. Tão boa assim. Se só viram o filme (que é lindo, mas não chega aos pés da obra original), por favor corram para uma livraria e comprem A História Sem Fim.

O Nome do Vento

Patrick Rothfuss sabe contar histórias, sabe criar personagens únicos, sabe envolver o leitor naquele mundo incrível e fazê-lo suspirar. Poucos livros me deixaram arrepiada durante a leitura, O Nome do Vento foi um deles.

O Sangue dos Elfos

A saga do bruxo Geralt sempre me fascinou, mas o terceiro livro superou todas as minhas expectativas. Fantástico do início ao fim. Andrzej Sapkowski conseguiu unir o seu humor refinado e uma história cativante. A atribulada relação de Geralt e Yennefer está melhor do que nunca, com momentos hilários e outros de cortar o coração. Fiquei encantada com a garotinha Ciri e agora sofro para saber que futuro sombrio aguarda por ela. Quero o livro quatro já!

A Sombra no Sol

A escrita do Eric Novello já tinha me impressionado em Neon Azul, que li ano passado. A Sombra no Sol é uma leitura rápida, porém, densa, que mistura realidade e ficção com muita habilidade. Leitura mais do que recomendada!

O Alienado

Um livro que li no início do ano, mas que teve que entrar nesta lista. Cirilo S. Lemos escreveu uma distopia complexa com quatro narrativas diferentes que acabam se interligando. No decorrer da história, ficamos sem saber o que é real e prosseguimos curiosos para descobrir o destino do protagonista. Ótima leitura que já me deixa curiosa para os futuros livros do autor.

A Sombra do Vento

A Sombra do Vento é uma obra magistral. Já nas primeiras páginas, o leitor se sente preso à narrativa de Zafón, instigado a continuar. Qualquer amante de livros gostaria de conhecer o Cemitério dos Livros Esquecidos, de passear por seus corredores e escolher uma obra para si. Comigo não foi diferente. Zafón ama os livros e eu amo o que ele escreve.

Kaori e o Samurai Sem Braço

A escrita de Giulia Moon é viciante. Li Kaori e o Samurai Sem Braço e simplesmente adorei. Narrativa de qualidade com uma temática que adoro. Além disso, o livro conta com ilustrações belíssimas da própria autora. Um charme a mais para obra tão boa. Assim que terminei, tratei de comprar os outros dois livros da vampira oriental e não me arrependi.

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Eu vi: O Hobbit – A desolação de Smaug

É muito bom visitar a Terra Média, isso ninguém pode negar. No entanto, depois de um primeiro filme com falhas de ritmo e roteiro, a espera para este segundo capítulo da trilogia se tornou mais temerosa.

Felizmente, A desolação de Smaug consegue corrigir o excesso de Uma Jornada Inesperada. A ação é o foco da película, mantendo o telespectador interessado enquanto Bilbo e seus companheiros passam pelas mais diversas aventuras. O roteiro também parece mais fechado, contando com menos cenas descartáveis se formos comparar com o primeiro filme. No entanto, mesmo que seja mais enxuto, essa continuação ainda peca por querer forçar uma história mais longa de um material que, definitivamente, não pretendia se alongar tanto.

Tecnicamente, O Hobbit continua primoroso. Efeitos especiais belíssimos que dão à Terra Média aquele ar fantástico que tanto encanta. Smaug, o magnífico, honra seu nome e é um dos pontos altos do filme. A cena em que surge debaixo de uma montanha de moedas de ouro impressiona pelos detalhes e beleza. Confesso que não iria reclamar se Peter Jackson resolvesse adicionar mais meia hora de filme somente com este dragão incrível voando e cuspindo fogo. 😉

O elenco principal continua forte. Martin Freeman faz um Bilbo convincente e simpático. Richard Armitage continua sólido como Thorin e Ian McKellen nos prova mais uma vez que é o Gandalf, roubando a cena sempre que aparece. O retorno de Orlando Bloom como Legolas é bem-vindo, já estava com saudades das cenas de ação em que o elfo querido prova o quão habilidoso é. Evangeline Lilly foi uma adição interessante, mas infelizmente teve sua participação comprometida por passar a maior parte do tempo envolvida numa desnecessária e clichê subtrama romântica.

No geral, O Hobbit 2 é um filme que supera seu antecessor (Uma Jornada Inesperada), mas que ainda está muito longe de atingir a qualidade épica que foi a trilogia O Senhor dos Anéis. Mesmo assim, como fã incondicional, já contos os dias para retornar ao universo criado por Tolkien no ano que vem.