Eu vi: Em Chamas

A continuação da saga literária de sucesso Jogos Vorazes, da autora Suzanne Collins, estreou sexta passada nos cinemas. Gosto muito dos livros, mas confesso que não estava animada para assistir Em Chamas, já que o primeiro filme me desapontou em diversos aspectos. Não esperava quase nada deste segundo capítulo e fiquei feliz por ter me surpreendido positivamente com o resultado.

Dirigido por Francis Lawrence (Constantine e Eu sou a Lenda), Em Chamas começa lidando com as consequências dos jogos do primeiro filme. Vemos uma Katniss traumatizada e com dificuldades em lidar com seu novo status de personalidade famosa na Capital. Como vencedora dos Jogos Vorazes do ano anterior, ela se vê obrigada a participar de uma turnê ao lado de Peeta Mellark e ainda recebe ameaças do sombrio presidente Snow, interpretado por Donald Sutherland, que não está nada feliz em ver o poder da Capital contestado.

A trama é bem mais política e conspiratória do que no primeiro filme. A tensão vai crescendo gradativamente, enquanto Katniss se vê cercada por perigos talvez muito maiores do que aqueles enfrentados na arena dos jogos. A talentosa atriz Jennifer Lawrence soube transmitir a angústia da personagem de maneira exemplar, causando uma empatia imediata. E quando o inevitável chamado para o Massacre Quaternário acontece, o espectador sente o impacto que aquela nova ida ao inferno significa para a garota, partilhando de seu sofrimento.

O elenco de apoio continua forte. Josh Hutcherson, Woody Harrelson e Donald Sutherland são os que mais se destacam. Liam Hemsworth, interpretando Gale, continua com pouco tempo de tela, aparecendo mais para criar um forçado triângulo amoroso do que para acrescentar algo mais à trama. Uma das poucas falhas do filme, na minha opinião, mas que segue o material original com fidelidade.

Os jogos neste segundo capítulo da trilogia (que virará quadrilogia nos cinemas) estão em segundo plano, são o clímax de toda a conspiração da Capital. Por isso mesmo funcionam tão bem, apesar da classificação etária amenizando a violência. A ausência da irritante câmera tremida do primeiro filme também contribui para que as cenas de ação sejam conduzidas de maneira mais satisfatória.

No fim, Em Chamas é uma adaptação muito eficiente, que se mantém fiel ao livro e eleva e muito a qualidade da saga nas telonas. Um elenco forte, com atuações impecáveis, efeitos especiais satisfatórios e uma trama sólida fazem com que o filme seja uma ótima pedida para os fãs de distopias e também do trabalho de Suzanne Collins.

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