Eu vi: Gravidade

Alfoson Cuarón é extremamente talentoso e imaginativo. Desde o ótimo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, impressionou-me com sua capacidade de dar identidade única a projetos hollywoodianos. A parti dali, passei a esperar por suas obras com crescente curiosidade e expectativa. No seu filme seguinte, o espetacular Filhos da Esperança, só provou que figurava mesmo entre os principais diretores atuais.

Passaram-se sete anos desde seu último filme, mas o retorno não poderia ser melhor. Gravidade, que estreou sexta passada nos cinemas brasileiros, é um belíssimo exame da pequenez humana diante de universo, da solidão e também da força que nos leva a seguir em frente e lutar.

A trama é relativamente simples. Depois de um acidente que destruiu a estação espacial, a astronauta novata Ryan Stone (Sandra Bullock numa grande atuação) fica isolada na órbita da Terra e vai ter que encontrar uma forma de retornar em segurança ao planeta. Ajudando-a, está o seu companheiro Matt Kowalski (George Clooney), já experiente em viagens espaciais.

O primor técnico é o primeiro aspecto que se destaca na película. Logo nos minutos iniciais, temos um plano sequência impressionante dos astronautas trabalhando na estação. Esse tipo de técnica é marca registrada do diretor e, durante o restante da projeção, há várias outas cenas aparentemente sem cortes que enchem o espectador de assombro e admiração.

Gravidade foi um dos filmes em 3D que mais me agradou. A imersão é total e em vários momentos me senti no vácuo do espaço, vagando sem direção junto com a Dra. Stone. A técnica só contribuiu para aumentar a tensão e em certos momentos, confesso, fiquei sem fôlego com o que via. Destaco aqui a destruição silenciosa da estação internacional. A ausência de explosões e sons fez com que o peso daquela ruína se tornasse ainda mais opressor.

A cena final do filme é emblemática para mim, poética e cheia de significados simbólicos. Enquanto os créditos começavam a aparecer ainda sentia os efeitos da tensão acumulada durante os 90 minutos de projeção. Ainda tenho dificuldades em encontrar palavras para descrever Gravidade. Primoroso, angustiante, emocionante… O que não titubeio em dizer é que este, com certeza, é um dos melhores filmes deste ano.

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5 comentários sobre “Eu vi: Gravidade

  1. Eu também gostei demais desse filme. Gosto muito dos filmes do Cuarón, daquelas cenas enormes e sem cortes. Gravidade me deixou muito ansiosa e ao mesmo tempo admirada com o que via. A sensação que tive foi que eu estava sendo esmagada pela grandeza do universo. Em vários sentidos.

  2. Tens toda a razão Roberta, sem dúvida o melhor filme do ano. Uma trama simples, conduzida com uma perfeição brilhante, possuindo cenas incrivelmente belas, cheio de metáforas sobre a vida e que ainda por cima se utiliza muito bem do 3D (finalmente um flime que o faz).
    Eu já admirava o trabalho do Cuarón, pelo trabalho que ele fez em HP e o Prisioneiro de Azkaban (o meu filme favorito da série) e com Gravidade ele só se consagrou como um dos melhores diretores da atualidade, na humilde opinião deste leigo em cinema. hahah

  3. Filme top 5 da minha vida.Podem achar que é exagero, mas ADOREI, me identifiquei demais com o enredo, achei muito legal as metáforas, a trilha que sem o filme perde o impacto e o filme que sem a trilha perde também, (não me lembro de ter visto uma combinação tão perfeita a ponto de um não ser bom sem o outro).

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