Space Battleship Yamato 2199

Olá pessoal! Como vão? Demorei a aparecer de novo, né? Bom, essa semana irei para a Bienal do Rio, estou bastante animada. Poderei encontrar com amigos, autores nacionais e leitores que só conhecia pela internet. Vai ser show. Quando voltar faço um post especial sobre o evento, contando tudo o que rolou por lá.

Bom, mas hoje vamos falar sobre um anime especial. Quem me segue no twitter já vai sacar que é algo que venho comentando constantemente. Space Battleship Yamato 2199.

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Space Battleship Yamato 2199 é um remake da série clássica de ficção científica dos anos 70, criada por  Yoshinobu Nishizaki e Leiji Matsumoto (ela ficou conhecida no ocidente como Star Blazers). A Terra foi atacada por alienígenas chamados Gamilas, sendo reduzida a um deserto radioativo. Os últimos sobreviventes já não têm esperanças de se salvar, mas são contatados por uma raça alienígena amigável que os ensina a construir uma nave especial muito mais avançada do que as usadas pela resistência, a Yamato. A partir daí, uma equipe é selecionada para a jornada até Iscandar, planeta desses possíveis aliados contra os Gamilas, com o intuito de tentar encontrar uma forma de salvar a Terra.

 Para os fãs de Space Opera, Yamato é um prato cheio. Batalhas espaciais, planetas inexplorados, uma espaçonave fantástica e com alguns segredos. Já nos primeiros episódios pude perceber a alta qualidade do anime. Roteiros bem escritos, personagens cativantes e animação de primeira linha. Além disso, o design da nave é um espetáculo a parte. Acho a ideia de tratar o espaço como o novo oceano, o lugar dos novos navegadores, genial.

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Por ser um anime que foca na experiência de uma tripulação, tive medo de que alguns personagens fossem relegados ao segundo plano. Felizmente isso não acontece. Cada um têm sua chance de brilhar, seu episódio de destaque. Até mesmo os grande inimigos, Gamilas, têm seu mundo e cultura detalhados. Fato que logo nos leva a crer que nem todos são os grandes vilões que imaginávamos.

A qualidade da animação é excelente. O estúdio Xebec foi muito respeitoso ao visual da série original, mas também conseguiu dar ar novo ao remake. A mescla de 2D com 3D, principalmente nas batalhas espaciais, foi uma escolha bem feliz. Assistir à série em HD é um deleite para os olhos.

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Concluindo, Space Battleship Yamato 2199 é o melhor anime que vi esse ano. Momentos surpreendentes, história sólida e aventura espacial que tanto gosto. Fiquei tão encantada que estou bastante curiosa para conhecer a série original e também ver o filme live-action, lançado em 2010. Recomendo!

Contos de Meigan na Bienal do Rio!

Contos de Meigan na Bienal do Rio!

Boa notícia, gente! Contos de Meigan vai marcar presença na Bienal do Rio! Isso mesmo, estarei no estande Era Eclipse e Letra Impressa (pavilhão verde) do dia 30/08 até 07/09. Passem lá para bater papo, vou adorar conversar com vocês!

E tem mais! Dia 31/08, das 15h às 17h, e dia 06/09, das 13h às 15h, haverá sessões de autógrafos. Não deixem de prestigiar! =)

Eu vi: Pacific Rim

Pacific Rim é uma declaração de amor aos monstros. Guillermo Del Toro nunca escondeu seu fascínio por tais criaturas, afirmando que elas o acompanharam na infância e até hoje fazem parte da sua vida. Fã confesso de filmes de Kaiju (palavra japonesa que significa criatura estranha), ele moldou a película como uma forma de expressar essa paixão de tantos anos e, com isso, também fazer brotar nos espectadores tal maravilhamento. Nesse quesito, saiu-se muito.

No meu caso, também tive uma infância e adolescência embalada por robôs gigantes e monstros de borracha. Jaspion, Ultraman, Evangelion, Gundam e outros shows eram favoritos. Por isso, desde a primeira vez que ouvi falar do projeto de Del Toro, minha expectativa foi para as alturas. Será que finalmente eu veria um embate colossal em toda a sua glória? Os primeiros dez minutos de filme já me mostraram que sim. Confesso que, assistindo às explicações do que acontecera ao mundo, de como a humanidade construiu jaegers para se defender do apocalipse, e dos monstros que passavam por fendas dimensionais, senti que meus desenhos favoritos ganhavam vida e fui tomada por arrepios.

Nem tudo são flores, porém. Com a evolução da película as primeiras falhas começam a aparecer, principalmente no roteiro. Você já viu essa história em outras grande produções. Protagonista traumatizado que volta à ativa e se vê obrigado a enfrentar seus medos. Os personagens são em sua maioria unidimensionais e confesso que senti grande antipatia por Raleigh (Charlie Hunnam). Acredito que em termos de desenvolvimento, o filme iria ser bem melhor se focasse em Mako Mori (Rinko Kikuchi), a garota tem um potencial nato e prende nossa atenção, roubando todas as cenas em que aparece. Infelizmente, mesmo sendo a parceira do protagonista, senti que seu tempo de tela é limitado. Queria ver mais dela, queria que tomasse a frente em diversas situações. O núcleo cômico foi um achado, apesar de eu considerar que o filme teve piadas em excesso. Charlie Day, Burn Gorman e Ron Perlman estão ótimos, protagonizando cenas hilárias.

Mas é claro que o foco de um filme desses é o embate entre os monstros e os robôs. E nisto, amigos, não há muito o que se criticar. Cada luta é mais incrível que outra. Você sente o peso das criaturas, o tamanho da destruição. Efeitos especiais incríveis, talvez os melhores que já vi. Só gostaria de ver menos chuvas, sei que a escuridão e a água servem para mascarar defeitos, mas acho que o filme merecia uma luta em terra firme e com o sol a pino para vermos Kaijus e Jaegers em toda a sua glória.

Uma das coisas que me deixaram mais encantada no filme, foi o worldbuilding incrível em relação aos Kaijus. Toda uma cultura e economia que gira em torno dos monstrengos nos é apresentada. Mercado negro, seitas religiosas, órgãos usados para fins medicinais. O tamanho do mundo criado por Del Toro é imenso e as possibilidades infinitas. Gostaria muito de ver esse universo em outras mídias, talvez livros e HQs. Há um ótimo material ali.

No fim, Pacific Rim cumpre bem sua função. É um filme pipoca no seu melhor e, em meio aos seus embates colossais, nos devolve aquele fascínio infantil que tanto atiça a imaginação.