Eu vi: O Homem de Aço

Sexta fui ver um dos filmes mais esperados desse ano, pelo menos para mim. O Homem de Aço. Dirigido por Zack Snyder e com argumento de Christopher Nolan e David S. Goyer, o reboot do Superman já vinha chamando a  minha atenção antes mesmo de saírem os primeiros trailers. Depois do sem sal Superman Returns, já era hora do icônico herói ter uma adaptação de respeito. Fico aliviada em dizer que foi isso que aconteceu.

Após o fiasco de Lanterna Verde, praticamente todos os planos da Warner para o Universo DC na telona dependiam do sucesso de O Home de Aço. Felizmente, deu tudo certo e podemos esperar pelo filme da Liga da Justiça em breve. Mas, não é sobre isso que vim falar por aqui. Vamos à película.

Primeiro de tudo, este não é um filme de super-heróis, mas sim uma ficção científica bem interessante que narra a queda do planeta Krypton e o destino de um dos seus últimos sobreviventes, Kal-El. É uma história de origem, que mostra ao espectador como o garoto alienígena vem se tornar uma importante figura na Terra. Kal ainda está aprendendo a lidar com seus poderes e responsabilidades, por isso vemos um Superman mais descontrolado e afoito. Ele ainda não é o herói que todos conhecemos, está apenas no início de sua jornada.

A direção de Zack Snyder está bem contida. Quem conhece os trabalhos anteriores do diretor, certamente perceberá a falta de slow motions (achei que em alguns momentos ele podia ter usado esse recurso que tanto o caracteriza). No entanto, sua sede por cenas de ação de tirar o fôlego ainda está lá, preservada até bem demais.

O Homem de Aço tem uma narrativa entrecortada, que viaja do presente de Clark ao seu passado em elipses temporais bem boladas. No entanto, essa quebra no ritmo da história fez com que o protagonista se torne um tanto frio e distante do público. Como acompanhamos somente trechos curtos de seu amadurecimento, certas emoções acabam se perdendo no meio do caminho para que a ação nos tempos atuais fique em foco. No entanto, eu gostei bastante dos flashbacks, e do estilo mais intimista que Snyder empregou neles. Só acredito que esses momentos deveriam ser mais longos e não pequenas cenas aqui e acolá.

O elenco foi muito bem escolhido. Henry Cavill tem presença física e carisma para carregar o manto do Superman. Amy Adams nos mostra uma Lois Lane com faro jornalístico e que dificilmente seria enganada por óculos como disfarce. O destaque dos coadjuvantes, porém, está em Russel Crowe e Kevin Costner. As duas figuras paternas de Kal têm uma importância enorme na trama e dividem com o protagonista algumas das cenas mais bonitas e icônicas da película. Michael Shannon vive muito bem um Zod obcecado por restaurar Krypton, suas motivações são bem construídas e justificadas.

Como um todo O Homem de Aço é um ótimo filme. Efeitos especiais de primeira, design de produção impecável e ótimas atuações. A história é sólida, mesmo com alguns furos que não chegam a prejudicar a trama. A trilha sonora de Hans Zimmer é sensacional, atmosférica e sensível. É a melhor obra de Zack Snyder até hoje e um recomeço muito respeitoso para o nosso querido homem de aço. Não deixem de assistir!

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7 comentários sobre “Eu vi: O Homem de Aço

  1. Menina,
    agora que vi que você é blogueira também! ihihiih
    Dei uma olhada geral e curti muito Roberta =)
    Quanto ao filme, eu gostei… só achei umas coisas meio estranhas tipo: por que o pai do Superman fez o uniforme com as cores do EUA? eheh
    E a Louis onipresente que tava toda hora onde ele tava, mesmo se ele voasse muuuito?
    Essas coisinhas assim que não me agradaram tanto. Mas claro que é apenas a simples opinião de uma quase leiga no assunto! ehehe
    Bjos

    • Oi Ste!!! Obriga pelo comentário, pois é agora tenho esse blog para falar sobre assuntos nerds aleatórios ahahah. Fico feliz que tenha curtido!
      Bom, pois é o filme tem uns furos sim. Esse da Lois é palha mesmo. Mas eles não chegam a estragar a trama, são perdoáveis no contexto geral. =)
      Beijão!

  2. Nunca acompanhei os super-heróis nos quadrinhos e o pouco que sei deles é graças às produções cinematográficas. Tanto é que Homem de Aço foi o primeiro filme do Superman que eu assisti (shame on me).
    No entanto, gostei bastante do filme, achei a trama boa, as lutas espetaculares e a parte de Krypton um show à parte.
    Ouvi muitas pessoas, porém, reclamando de alguns pontos da personalidade do Clark que não estão em conformidade com a do super-herói “original”, principalmente o fato dele ter cometido aquele ato com o Zod no fim do filme (tô tentando evitar dar spoiler para eventuais leitores que passem por esse comentário sem ter visto o filme. xD). Qual sua opinião quanto a isso, Roberta?

    • Oi Júnior! Obrigada pelo comentário.
      Sobre esse final polêmico, eu não fiquei horrorizada ou indignada pelo que o Super fez. Na verade, já tinha lido spoiler sobre o caso e ao ir ao cinema confesso que esperava algo bem pior. Os realizadores tiveram o cuidado de justificar bem o acontecido (adoro falar por códigos ahaha), o Super sentiu fundo o que foi obrigado a fazer. Também creio que o caráter do Clark que conhecemos ainda não está totalmente formado no filme. Vemos que ele ainda está aprendendo a ser um herói e por isso age com impulsividade e descuido nas lutas. Acredito que teremos um desenvolvimento gradual do personagem durante os outros filmes da série, até que ele se torne o Superman que é o modelo do herói.

      • Concordo totalmente. O filme deixa bem claro, pela própria reação do Superman que aquilo era algo que ele não queria fazer, porém a situação o obrigou. Foi outro ponto do filme que eu gostei bastante: as justificativas das ações de cada um ficaram bem claras e não foram forçadas… com exceção de uma ou duas atitudes. hahah

  3. Você conseguiu em 7 parágrafos falar tudo o que eu TAMBÉM achei do filme e isso me deixou assustado hahaha, não tem o que por e nem o que tirar de sua resenha. Li uma semana antes de assistir ao filme, o livro “Os últimos dias de Krypton” e ele me deu uma base muito boa para o que eu assistiria em “O homem de aço”. Fui ao cinema procurando não apenas a historia de um herói, mas uma ficção cientifica e catástrofes naturais muito bem produzidas, e não me decepcionei. Achei legal essa proposta de trabalhar o passado do pequeno Kal e o momento em que ele se torna O HERÓI, Também senti a falta de mais contato do personagem com o público, as partes entrecortadas foram muito insuficientes, mas isso não chegou a prejudicar o filme. Voltei para a casa com “depressão pós filme”, sempre acontece isso quando assisto um filme bom no cinema e depois fico me sentido vazio e como se nada no mundo tivesse mais sentido hahaha. Ainda tenho que procurar tratamento. Ótima resenha!!

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