Hannibal: uma série brilhante e perturbadora

Durante essa semana, fiz uma maratona da primeira temporada da série Hannibal. Confesso que não espera encontrar algo tão bom. Foi uma grata surpresa e que agora me deixou super ansiosa para o ano dois.

O show foca no relacionamento do famoso Dr. Hannibal Lecter (interpretado com maestria por Mad Mikkelsen) com o agente do FBI Will Graham (Hugh Dancy). Aos poucos, vemos o psicopata destruir os frágeis alicerces do perturbado agente, transformando-o em uma marionete de suas vontades doentias.

 É uma série tensa do início ao fim, que não poupa o espectador da violência física e psicológica. Para mim, o grande trunfo é a inteligência dos roteiros. Nada é exposto de forma escancarada ou mastigada. Os diálogos são sutis, mas reveladores. As tramas vão se interligando com o avançar dos episódios. Detalhes de algo visto no início da série vão se mostrar importantes nos momentos finais. Os atores também merecem créditos. Além dos fabulosos Mikkelsen e Dancy, o elenco de apoio é muito eficiente e carismático (destaque para Laurence Fishburne como Jack Crawford).

 Enquanto assistia aos episódios, lembro da angústia que senti por ver os agentes do FBI seguindo os planos de Hannibal, sendo enganados constantemente. Mesmo assim, não há como não se impressionar com a inteligência do psicopata e também sua frieza nos momentos mais tensos, nos quais ele poderia ter sua verdadeira face descoberta.

Brilhante, doentio, perturbador. Hannibal reflete bem as características de seu personagem principal. Uma séria forte que em nenhum momento desmerece a inteligência do espectador. Se você ainda não assistiu, está esperando o que para conhecer o mundo obscuro do Dr. Lecter?

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3 comentários sobre “Hannibal: uma série brilhante e perturbadora

  1. Tenho ouvido falar muito bem dessa série, mas nã arrisco assistir ainda por questões de tempo e pq não tô numa vibe pra esse tipo de série mesmo rsrs
    Isso me lembrou um dorama (The Devil) que eu vi em que o “vilão” fazia exatamente isso com a polícia, usava eles de marionetes para seus planos malignos, porém, claro, está longe de ter a tensão de Hannibal.
    BTW… dica anotada ^^

  2. Pingback: Hannibal – Segunda Temporada | Ruído Criativo

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