The Last of Us: Um novo modelo de Survival Horror

Ao jogar The Last of Us sentimos aquela tensão do desconhecido. Entramos em uma casa escura e abandonada, sem saber o que nos espera lá dentro, com medo de encontrar um “clicker” e levar uma mordida na cara. Paramos para escutar o que está a nossa volta, pensamos no melhor trajeto a percorrer e, principalmente, tememos encontrar outros humanos pelo caminho.

Acredito que todas essas características que citei acima fazem com que um jogo de survival horror funcione. Entrar com duas armas na mão, atirando para todos os lados não vai dar certo em The Last of Us. Apesar de Joel ser um cara durão, ele é apenas humano e não vai conseguir lidar com um bando enorme de zumbis ou enfrentar um grupo de assaltantes de estrada. Nessas horas, ele precisa usar a cabeça e agir de forma furtiva.  Isso faz com que o jogador pense antes de agir, pese suas ações. E tenho que admitir, já estava sentindo falta de um jogo assim.

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Muitos pensavam que por ser feito pela mesma produtora do trilogia Uncharted, The Last of Us seria mais do mesmo. Enganaram-se. The Last of Us é um jogo único, com personalidade própria. A Naughty Dogse esforçou para mostrar que podia fazer algo diferente. A qualidade gráfica é ainda mais impressionante que dos seus jogos anteriores. Arrisco dizer que é o jogo mais bonito desta geração de consoles. Todos os detalhes foram pensados, até mesmo as animações para abrir portas emperradas mudam de tempos em tempos, fato que mostra o cuidado que a empresa dedicou ao jogo.

Existem momentos de exploração e de combates, mas ao contrário de Uncharted, por exemplo, os protagonistas do jogo não saem pela cidade destruída escalando prédios ou saltando distâncias impossíveis. Eles são limitados e isso torna o jogo mais crível. Na hora do combate, há uma grande variedade de armas, mas sempre com a munição limitada. Algo que faz o jogador pensar em outras estratégias antes de entrar atirando com tudo. Um fato que aumenta ainda mais a imersão na história é que, ao acessar o menu de itens, o jogo não pausa. Então, se você quer se curar ou trocar de pistola, terá que refletir bem se está num local seguro, longe de zumbis ou outros perigos.

Ao final, senti um gosto amargo na boca, pois como podemos esperar de histórias pós-apocalípticas, o mundo não é um mar de rosas e a esperança passa a ser lenda. Há algumas passagens que me lembraram muito The Walking Dead (refiro-me à HQ), o que é um fato positivo ao meu ver.

The Last of Us é um jogo irretocável. Jogabilidade sólida, gráficos de cair o queixo e uma história que cativa o jogador do início ao fim. Vai demorar um tempo para esquecer de Joel e Ellie, e de tudo o que esses dois enfrentaram juntos.

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